Os números não deixam mentir, a indústria da moda no Brasil é uma das mais fortes do mundo. De acordo com a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) foram investidos cerca de US$ 479 milhões no setor, sendo que ele também é considerado o segundo maior empregador da indústria de transformação do país, ficando atrás apenas do ramo alimentício. Apesar disso, existem alguns problemas na indústria da moda que são verdadeiros desafios para os empresários do ramo.

Entre as dificuldades estão a cadeia de suprimentos, o gerenciamento de fornecedores, a emissão de documentos, entre outros. Se essa realidade desafiadora faz parte do seu dia a dia, você não pode deixar de ler esse artigo e entender melhor sobre o assunto.

1. Gestão da cadeia de suprimentos

Muitos fabricantes  de moda ainda enfrentam problemas com relação à gestão da cadeia de suprimentos. Uma série de lojistas que precisam ser atendidos, a velocidade de mudança das coleções, o atendimento ao consumidor final, as diferenças regionais, a dificuldade de acesso do transporte, tudo isso aumenta as dificuldades, ampliando a imprevisibilidade da demanda.

Após o desenvolvimento de uma coleção começa a grande pressão sobre as áreas de suprimento e de abastecimento, as empresas precisam estar sempre atentas, tendo como objetivo principal atender as fabricas em tempo recorde, é ai que o planejamento de compras faz a diferença ou ate mesmo ter um canal direto com o Fornecedor . É por meio dele que se consegue mitigar os efeitos negativos. Por exemplo: com um bom plano de ação a empresa consegue mapear as vendas para as principais lojas, e integrar e sincronizar a chegada das coleções, mantendo um fluxo de produtos ativo.

2. Falha no gerenciamento de fornecedores

Um dos maiores problemas na indústria da moda é a seleção de fornecedores apenas com base no preço, fazer uma escolha sem levar em consideração indicadores de produtividade e a qualidade deles. Com isso, paga-se um valor baixo pelo produto, mas que causa uma reação futura, aumentando os custos da cadeia de produção, já que o item precisa ser melhorado. As empresas cobram mais barato no curto prazo, mas perdem em produtividade.

O primeiro passo para minar esse efeito é avaliar os fornecedores, por meio de critérios considerados básicos, nos quais podemos incluir: preços, prazo de entrega e qualidade do insumo. É fundamental também levar em consideração aspectos específicos, como custo total de aquisição, confiabilidade, localização, entre outros.

Ao final do processo avaliativo, é preciso fazer uma homologação de quem serão os fornecedores, escolhendo aquele que oferece um custo-benefício mais atrativo. Afinal, a ideia é oferecer produto de qualidade às lojas e outros estabelecimentos comerciais.

3. Mão de obra sem qualificação

De acordo com a publicação “Gestão de Fornecedores no Varejo de Moda”, financiada pelo Programa Valor em Cadeia e publicada em 2015, um dos maiores problemas na moda no Brasil é a falta de mão de obra qualificada para atuar no setor. O problema se torna mais grave quando são colocados os aspectos característicos dos trabalhadores do segmento: informalidade e o fato de a indústria de confecção ser a segunda em relatos de mão de obra escrava.

Basicamente, isso é consequência da gestão ineficiente, não e segredo para a população que o Brasil esta entre os 30 países que mais cobram imposto , e as fábricas ao longo dos anos para enxugar seus custos terceirizou seus serviços de fabricação.

E surgiu desta situação uma classe de novos negócios, o problema é que esta mão de obra em sua grande maioria e informal e faz gestão de seu próprio tempo, descumprindo as ordens trabalhistas, causando problemas de relacionamento comercial entre as empresas que compõem a cadeia produtiva e a aumenta a vulnerabilidade do trabalhador.

Vencer esse desafio depende de alguns fatores. Como por exemplo, a reforma tributaria, desburocratizar abertura de empresas, além de estabelecer iniciativas como padrão e monitoramento de qualidades. O objetivo é melhorar a qualidade dos produtos e instruir estes pequenos empresários.

Para isso, esta classe precisa investir em treinamentos  em processos de fabricação e na regulamentação do trabalho. O intuito é que os próprios trabalhadores atuem nessa linha de frente. Eles precisam se tornar avaliadores e ajudar a indústria a se desenvolver.

4. Falta de emissão de documentos

A informalidade é outro problema que assola a indústria de moda brasileira. Além de gerar grande concorrência devido às empresas que atuam na informalidade, isso reduz a competitividade. Uma boa parte do mercado vende roupas sem nota fiscal. Mas não pense que isso é positivo, a produtividade é bastante prejudicada. Afinal, sem a documentação necessária a atuação é bastante restrita.

Algumas ações ajudam a minimizar esses efeitos, apesar de não extingui-los. Entre elas podemos destacar a criação de um comitê entre confecções e indústrias para que todas emitam documentos relativos à logística/entrega/compra de produtos, conscientizando sobre a importância deles. Uma alternativa também é divulgar ao consumidor sobre as garantias oferecidas pelas empresas formais.

5. Ineficácia no gerenciamento de estoque

O estoque sempre causou preocupações para a indústria da moda. Com a alta competitividade do mercado e a inserção de novas marcas, o desafio se tornou ainda maior. A primeira razão para esse problema é a falta de uma gestão integrada que realize esse controle.

Por isso, é fundamental trabalhar com estratégias bem embasadas. Podemos destacar aqui o uso do escoamento da produção. Nesse caso, a indústria deve realizar liquidações dos produtos aos varejistas, negociar com fornecedores de matéria-prima, investir em um outlet de fábrica, entre outros.

Para que isso funcione voltamos o foco ao investimento em um software que permita fazer uma análise integrada da produção, das vendas etc. Por meio dele, a indústria conseguirá diminuir desperdícios. Além de focar a produtividade em itens que realmente têm um bom escoamento.

Os problemas na indústria da moda podem ser minimizados a partir do momento em que os empresários têm a consciência sobre o ciclo de produção e controle sobre os processos. Como você pode ver ao longo do artigo, é fundamental entender que a cultura do consumo mudou. Tentar um contato mais próximo com o seu público-alvo é um grande diferencial. É essencial também usar a tecnologia como aliada.

São muitas questões que merecem atenção. Se você está em busca de apoio para otimizá-las, entre em contato conosco. Somos especialistas na criação de sistemas de gestão que ajudam a sua empresa a se desenvolver com qualidade!